História da espeleologia no Algarve.
Em 1948 fundou-se a Sociedade Portuguesa de Espeleologia (SPE) por um grupo de amigos que já há algum tempo desenvolviam actividades de exploração de cavidades no Maciço Calcário Estremenho, desde então a espeleologia foi se desenvolvento por todo o pais.
Os grupos algarvios aparecem na década de 70, com o Centro de Estudos Subterrâneos de Lagos (CESL). Entre os trabalhos desenvolvidos pelo CESL, os mais importantes foram a realização de um filme sobre a gruta da Mexilhoeira e a introdução do Punho. O CESL foi uma grande referência para os vidouros grupos algarvios pelo seu pioneirismo, inovação, organização e actuação.
No início da década de 70 surgiu o GEA (Grupo de Espeleologia do Algarve), posteriormente passou a designar-se por GEAM (Grupo de Espeleologia e Arqueologia de Moncarapacho). Em Janeiro de 1977 o GEAM contava como membros, um grupo de jovens com idades compreendidas entre os 17 e os 22 anos: João Humberto (fundador), Fernando Amaro, Nelson Marques, Tércio José, Rui Simão, Diamantino e Rui Águas. Estes jovens já praticavam a exploração do mundo subterrâneo há vários anos, individualmente ou em grupo. A 12 de Julho de 1978 por escritura pública no Cartório Notarial de Olhão o GEAM passou a designar-se C.E.E.A.A - Centro de Estudos Espeleológicos e Arqueológicos do Algarve.
Outro grupo importante no Algarve foi o já extinto Núcleo de Espeleologia do Círculo Cultural do Algarve (NECCA), também realizou trabalhos importantes.
Outros grupos e secções extintos:
- Racal Clube (secção de espeleologia) - Silves
- Grupo de Espeleologia e Arqueologia de Tunes - Tunes
- Grupo de Espeleologia de Faro - Faro
- Grupo de Pesquisas de Loulé - Loulé
- Almargem (secção de espeleologia) - Loulé
- Padac (secção de espeleologia) - Paderne
O futuro da espeleologia na região do Algarve está assegurado, o C.E.E.A.A. tem a colaboração de dezenas de jovens que trabalham entusiasticamente no avanço das actividades. O C.E.E.A.A. dá formação sobre técnicas de exploração, de conservação ambiental e de protecção das cavidades naturais. Existem no Algarve muitas cavidades naturais, elas são a riqueza da região, como disse Estácio da Veiga, que fez um importante trabalho de investigação na decada de 80.
Actualmente existe muitos jovens a explorar cavidades naturais sem terem noções elementares de segurança ou de preservação ambiental, estes pseudo-exploradores devem integrar-se no C.E.E.A.A para aprenderem a explorar a região como profissionais. É necessário controlar a espeleologia desportiva de modo a preservar o meio. Impulsionar a espeleologia cientifica é uma prioridade, explorar, registar, compreender e prever a evolução das cavidades naturais, tais como a formação das grutas, cavernas, fontes e águas subterrâneas é fundamental para a evolução sustentada da região.
